sábado, 15 de janeiro de 2011

A pessoa perfeita - não existe tal coisa.


As pessoas mudam, independentemente do quanto tentem não o fazer; todos erramos, todos caímos, todos aprendemos e - eventualmente - todos nós crescemos. E esse crescimento tende a andar de mãos dadas com a mudança: à medida que amadurecemos, que crescemos, começamos a ter diferentes ideias, diferentes necessidades e diferentes quereres.


Amadurecemos - apercebe-mo-nos de que há uma data de validade para culpabilizar os nossos pais por nos orientarem na direcção errada, aprendemos que "ficar mais velho" não só é sinónimo de independência como também de responsabilidade a duplicar - e, no fim, olhamos para trás e apreciamos o quanto mudámos ao longo deste caminho.
O que eu te quero dizer é que a pessoa que é, para ti, perfeita aos 18 anos pode muito bem ser a pessoa que odeias aos 30 anos.
Aquilo que precisas (que todos precisamos)  é de encontrar alguém que cresça contigo, que mude contigo, que ria contigo, que chore contigo.
A pessoa que preenche as tuas lacunas e cujas suas lacunas tu poderás preencher - esse é o grande tudo de qualquer coisa.
Precisamente por não existirem pessoas perfeitas, o que existe são pessoas perfeitas umas para as outras.
A pessoa que substituí o efeito da gravidade sobre ti, a razão que te agarra ao universo, aquela que te segura à realidade - essa, sim, é a tua pessoa perfeita; a pessoa perfeita para ti.





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